ARTE DAS LETRAS

domingo, 1 de maio de 2016

POESIA - CADEIRA DE BALANÇO


CADEIRA DE BALANÇO

Há uma cadeira de balanço
desde sempre por aqui.
Quando não havia poltronas
e estofados era ela que descansava
e embalava pensamentos, conversas,
cochilos e o sono do bebê.

Nesta cadeira pernoitei na infância,
em crises súbitas de bronquite,
noites e noites sem fim.
Quantas histórias ela tem!

hábitos de uma família inteira.
Disputada, mas de certo reservada
para o pai e os avós.

Uma linda cadeira de balanço austríaca.
toda trabalhada em madeira curvada e torneada.
Encosto e assento em palhinha.
Delicada e elegante
um destaque na sala.

Qual casa que não tinha uma dessas?
Na sala,
na varanda
no alpendre,
até no quarto, onde ficava parada e silenciosa.

Ir e vir.
vai e vem
balançando lentamente
o corpo num ritmo suave,
enquanto a mente voava
em pensamentos soltos
até o sono tomar conta
e tudo ficar parado num cochilo
relaxado na cadeira da balanço.  


 by Didi Leite

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