ARTE DAS LETRAS

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

POESIA - FANTASMA NA JANELA


DE FANTASMA NA JANELA
Esse vento na madrugada
vem minha vidraça assombrar.
Passa de tempos em tempos
tal qual fantasma a assobiar.
Fecho os olhos.
Enterro o rosto no travesseiro.
Finjo que não o ouço.
O vento volta passando rente ao chão.
Ele varre as folhas secas,
agora parecendo passos de gente.
Mas que agonia!
Que aflição!
Pudesse soprava esse vento

rumo a outra direção.

by Didi Leite

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