ARTE DAS LETRAS

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

POESIA - NAS ÁGUAS DA ILUSÃO QUEM NAVEGOU FUI EU


NAS ÁGUAS DA ILUSÃO QUEM NAVEGOU FUI EU

E naveguei nesse rio
de águas claras onde 
a ilusão também corria,
mesmo sabendo que  nada
me garantia ser eterno o amor
que a gente sentia.
   
Mas era uma felicidade
de tão aparente verdade,
que qualquer um que assim vivesse
acreditaria que tudo seria eterno.

Se as coisas palpáveis,
materiais e reais
desgastam, quebram e acabam,
por que algo abstrato,
dependente de duas pessoas
tão diferentes entre si,
duraria pra sempre?

Não dura, não durou.
Como vidro se quebrou
e numa triste hora se acabou.

Aí começa o difícil do amor:
viver a desvairada dor do fim.
Alma que se debate no tormento
da ausência e cruel solidão.
Leva tempo, muito tempo sim
até se chegar a serenar o coração,
e a conformação que o laço se desatou.
Mas sendo sincero com o  próprio coração,
a gente lembra que desde o início
já  se sabia que eram águas da ilusão.

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google


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