ARTE DAS LETRAS

domingo, 4 de outubro de 2015

POESIA - MADRUGANDO

          MADRUGANDO

Acordar cedo quando ainda é madrugada.
O sono se foi e espero deitada pelo  dia.
Enquanto espero o dia clarear,
ouço pios gritantes
de filhotes famintos
Nos ninhos escondidos
na cornija e beiral do telhado vizinho.
Como gritam estes bichinhos!
Lá vem a mãe regurgitar
em seus biquinhos alimento matinal.

Fico a espreita de outros sons.
Agora, um cão late.
É cão preso dentro de alguma casa.
Há um gato  que mia
uma cantilena chorosa,
pelos arredores chamando uma gata no cio.

Passam carros na rua.
O ronco de um motor anuncia
que um ônibus está de partida no ponto.
Alguém bate com o portão.
Uma campainha toca no térreo,
o interfone chama, uma voz atende:
é o entregador de jornais

 As horas vão passando.
E o dia clareando lentamente.

A menina se perfuma e sai para a escola,
deixando um rastro aromático pelo andar.
Alguém mexeu em xícaras,
Sinto a presença de café no ar.

O portão  abriu, mas ninguém saiu.
Uma moto passa roncando,
corta a rua e vai se afastando
até sumir o som do seu motor.

Agora, está silêncio.
Eu desperta vejo os raios de sol
bater na minha vidraça.
O relógio anuncia: já é hora de levantar.

Meu dia vai começar! 

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google

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