ARTE DAS LETRAS

terça-feira, 6 de outubro de 2015

POESIA - APENAS O MAR


APENAS O MAR

Era aquela mulher
que acreditava em happy end,
que hoje não tem tempo,
espaço pra tristeza,
tão pouco pra alegrias.

Perdas. Muitas perdas
teceram-lhe um casulo,
onde reclusa vive.
Sua defesa,  o silêncio,
a distância,
absoluta ausência de sua presença.
De longe acompanha o movimento da vida.
Vive uma dieta de  monastério
de qualquer prazer ou distração.

Só às vezes sente saudades
do mar,
do sal nos lábios
das  ondas
a invadir e banhar-lhe o corpo.
Mas saudade tem hora,
e como tal é coisa que dá e passa.

Era aquela mulher que gostava do mar...

 by Didi Leite

Ilustração Imagem Google


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