ARTE DAS LETRAS

quarta-feira, 22 de julho de 2015

POESIA - AGORA NUNCA MAIS


                   AGORA NUNCA MAIS 

Agora, tinha certeza de que estava apaixonado.
Assobiava de alegria porque tinha amor no coração,
e uma mulher!

Mas que nada!
No primeiro empecilho seu amor se foi,
ele e o sentimento por ela.

Passou o tempo.
E antes de uma nova estação,
olha ele, de novo, com paixão no coração!
Ansioso, andava todo buliçoso
cantarolando músicas que falavam de amores
incríveis e paixões de verão.
Agora, era para valer!

Mas qual o quê !
Logo surgiu uma ave de rapina
que seu amor levou,
deixando dores até não mais poder.

Como abelha que procurava a flor,
lá ia ele atrás de um outro amor.
Alguém que lhe dissesse palavras
que o deixassem vaidoso, no céu.
Eis a fogueira ardendo novamente
no peito daquele sonhador.

Mas olha isso!
Não é ele só outra vez?
O coração ficou abandonado,
como terreno que sofreu queimada
enfumaçado, seco e retorcido. 

E assim ia de tentativas de começos
e logo os desfechos.
Sentia-se encantoado por tamanha
mania de amar.
Era uma presa de si mesmo,
agrilhoado por este sentimento
tão devastador que chegava de mansinho,
e partia deixando espinhos pelo caminho.

Levou tempo, passaram luas
e toma de viver na agonia do adeus.
Até que um dia cansou.
Recolheu os panos das velas.
Apagou as velas dos castiçais.
Passou tranca nas portas.
Cerrou as cortinas das janelas .
Chaveou seu coração e atirou as chaves no mar.
Pegou seu embornal e bateu em retirada.
Nunca mais buliu em coisas de amor.
Desaprendeu o verbo amar.
Só pensava em viver só.
Viver bem a sua vida, dando as costas,
tapando os ouvidos,
fechando os olhos para qualquer outros olhos.

Dizia para quem  insistia: - Que vá tudo para o inferno!
Mas com um pequenino adendo: - e que ele lhe seja eterno!

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google


   


Nenhum comentário:

Postar um comentário