ARTE DAS LETRAS

quinta-feira, 23 de abril de 2015

POESIA - FEIRA LIVRE


A FEIRA LIVRE
Agradável, alegre, colorida,
burburinho de gente,
que fala, canta,  pega,
larga, compra e segue em passos
lentos sempre olhando.
Isso é a feira que levanta o astral
que faz amizades e sorri.
Multicolorida  pela variedade de
legumes,
verduras,
frutas
 e flores.
Pelas suas ruas  gente vai e vem
sem pressa, em suas vestes
de todos os tipos e cores.
Há perfume  se alternando
à medida que se vai avançando pelas  barracas,
crédito às frutas e flores.

A alegria dos vendedores  é animadora
e engraçada pela criatividade de cada um.
Vão chamando a freguesia com cantilenas
de versos improvisados:

" Aqui moça bonita não paga!
  Mas também não leva."
"Olha laranja, dona Maria
 se não tiver bolsa leva na bacia."

 E tem a barraca dos pescados
sempre cercada dos meninos do limão,
do alho e das folhas de louro.
Lá está a água de coco geladinha,
mas tem a fruta verde fechadinha.
Os ambulantes se espalham com um sem fim
de  artigos e  bugigangas:
 brinquedos, panos de  copa e enfeites de casa.

O ponto alto da feira é a barraca das pimentas
e especiarias.
Pimenta de todo tipo, tamanho e cor
que nem se conhece o nome
que dirá o grau de ardor. 
Bem ali no chão
numa caixa de papelão
estão pintinhos piando assustados,
para  alegria da criançada
e desespero das mães.
Onde botar em casa tal bichinho
que não é brinquedinho?

A gente se mistura, se confunde
no meio daquela multidão.
Simplicidade,  passos pequenos, 
bolsas, carrinhos e sacolas  cheias
vamos levando na mão.
Esquecemos por uns momentos
tristeza,  mágoa e preocupação.
É muito bom fazer feira.
Amanhã é dia de feira, vamos à feira?

by Didi Leite

Ilustração Imagem Google




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