ARTE DAS LETRAS

sábado, 27 de setembro de 2014

CONTOS QUE TE CONTO - A CARTA - 6a. Parte



Conto
                                       A CARTA

                                                  6a.Parte

                                                                                            .... continuação

Estavam nesta discussão quando alguém tocou a campainha. Regina foi ver a porta e era Renato. 
- Regina, olhe isto.Veja o que recebi agora. Oi! Sonia, Tudo bem?
- Mas o que é isto?  Não acredito!  Sonia! Olhe esta carta!
- Isso é uma carta feita de colagens de letras e palavras!  Disse Sonia admirada.  Renato estava louco, pois constatava que a carta que recebera não era endereçada para ele, no conteúdo.  Furioso disse à amante:
- Regina, esta carta veio para mim, mas  pelo assunto não era para mim e sim para a Gislene.  Leia essa canalhice. Isso é cópia xerox, a original por onde andará?
Sonia e Regina se olharam e ficaram caladas. As duas reconheceram aquela carta, era uma cópia, mas elas lembravam da carta original. Renato desabafou:
- Deus me livre se a Gislene recebe isto! Ela não merece, o que estão fazendo é pura canalhice. Isso tem que parar. Regina, quem você acha que teria a paciência sórdida de colar palavras para formar uma carta e enviar para a Gislene?
- Eu não sei Renato.  Não faço a mínima ideia.  Eu sou totalmente
contra este tipo de coisa, carta anônima é baixeza. Não é, Sonia?
- Eu sou contra qualquer coisa deste tipo. O que ganha um ou uma miserável que manda uma carta destas?  Eu acho que vocês deixaram muito exposto  caso de vocês. Tenho pena da Gislene, ela é uma pessoa tão doce. Quando outro dia fomos visitá-la, ela nos recebeu super bem!
- Ah! É verdade! Soube que vocês estiveram lá em casa. Regina, você nem me disse nada sobre esta visita.
- Renato, com esta história de cartas anônimas, não me lembro de mais nada.
Agora, se eu boto as mãos em quem está fazendo isso, sou capaz de fazer esta pessoa engolir estas cartas, pedacinho a pedacinho. Encho a cara de tapas...  Disse Renato.
- Querem saber? Acho que vou passar umas semanas em Maricá. Quero sair fora deste assunto.
Ainda ficaram discutindo por um longo tempo, sem chegarem a nenhuma conclusão.  No dia seguinte, Regina e Sonia receberam cartas com a cópia daquela carta de colagens que Regina fizera e mandara para Gislene.  Regina foi à casa de Sonia.
- Sonia, que coisa mais terrível! Recebi cópia da minha carta!
- Regina, veja eu também recebi isto!
Agora, Renato, Regina e Sonia estavam com a mesma cópia da carta original de Regina.  Sonia indignada falou:
- Isto tem que parar! É uma brincadeira de muito mau gosto.
- Já estou arrependida de ter começado esta história! Sabe que o Renato não quer ir lá em casa. Agora, está evitando atender meus telefonemas. Acho, até, que ele está querendo acabar nosso caso.  Mas não vai me dar um chute assim, não!
- Regina, vamos até a casa da Gislene?
- Para que?  Fazer lá o quê?  Botar a cabeça na boca do leão, como disse você?  E se estas cartas todas são dela?
- Vamos sentir, sentir o clima e sondar o humor, o ânimo dela.  Se for ela que esteja fazendo isto, em algum momento vai se trair e a gente ficara sabendo logo.
- Que horas são? Perguntou Regina
- São quinze para às três.  Quer ir hoje, agora?  Espantou-se Sonia.
- Isso mesmo, Sonia, vamos lá agorinha. Só precisamos de um motivo para chegar lá assim...  Pense em alguma coisa.
- Vou trocar de roupa rapidinho. Disse Sonia.
E lá foram as duas para a casa de Gislene com a desculpa de ver algum artesanato para darem de presente a uma amiga que ia fazer aniversário. Chegaram à casa de Gislene e foram muito bem recebidas:
- Que surpresa! Vocês duas sempre juntas, parecem irmãs.
- Gislene, você poderia nos mostrar algum artesanato para darmos
de presente a uma  amiga que vai fazer aniversário?
- Claro! Há tanta coisa bonita!  Mas vocês podem esperar uns minutinhos eu acabar de pintar estas flores aqui? Sabe o que é, se secar e eu voltar a pintar depois, a cor não fica igual, sempre há uma mudança no tom da cor.
- Gislene, fique à vontade.  Nós podemos esperar, não é Sonia?
- Claro, claro! Aliás, estas flores estão ficando lindas! Você tem mãos de fada!  Disse Sonia, olhando para Regina.
Estavam as três sentadas conversando, quando Renato chega em casa e depara com as duas amigas:
- Ué! Vocês aqui? Que bicho mordeu as duas para aparecerem aqui, assim de repente, sem avisar?
- Nossa Renato, até parece que você não gostou da nossa visita.  Disse Regina. Gislene interferiu dizendo:
-  Não liguem para o Renato, ele anda meio nervoso, é por causa de uns gringos que vieram aqui ao Brasil. Por sinal, é hoje o jantar, não é ,querido?
- É hoje.  Mas só  às nove horas da noite. Por isso cheguei mais cedo.
- Bem, se é assim, é melhor deixar para outro dia a escolha do artesanato.  O aniversário é só semana que vem. Vocês vão sair, hoje à noite, não é?  pergunto Regina olhando para Renato, que estava de cara feia.
- É isso mesmo.  Vamos a este jantar, só casais, sabe como é esses jantares de negócio. Se vocês não se importam amanhã estou livre
e posso mostrar tudo direitinho. Tenho mesmo que parar aqui.  Tenho que fazer uma escova nos cabelos, me aprontar, atender o Renato... 
As duas amigas foram se despedindo e Renato levou-as até a porta. Cochichou para as duas:

- Que maluquice é esta de vir aqui em casa? Já não chega a confusão que estamos metidos? Querem arrumar mais rolo?  Querem que a Gislene desconfie de alguma coisa?
                                                         continua.....

by Didileite
Ilustração Imagem Google


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