ARTE DAS LETRAS

quinta-feira, 31 de julho de 2014

POESIA - NÃO FAÇA POESIA -


NÃO FAÇA POESIA

Abra todas as janelas da alma.
Deixe que a poesia venha te pegar,
Não tente inventar,
não escreva o que deveras não sentes,
não faça dela arma de protesto.

Não brigue com as palavras.
Não faça poesia dura,
deixe o sentimento fluir.
Não tenha vergonha por se expor aqui.

Escreva uma, duas, três vezes.
Guarde.  Aguarde.
Leia.   Releia.
Tente outra vez  e até dez,
deixe germinar.

Escreva  do  seu jeito,
com sua face, com seu suor.
De mão direita ou esquerda,
talvez até só uma linha,
ou só uma frase.
Escreva.
Vá no ritmo que lhe caia bem.

Mas nunca esqueça o lirismo.
Poesia aveludada, sem arestas,
nem farpas ou espigão,
de preferência delicada.
Percorra todas as vertentes.
Mesmo que fale de uma realidade cruel,
deixe pingar umas gotinhas de mel.

Às vezes  as palavras se ocultam,
brincam de esconde-esconde,
para logo saltar à sua frente.
Cada uma mais linda que a outra,
mais majestosa e até sestrosas.

Elas escorregam e tentas uma
agarrar, justo a que pretendes, precisas.
É essa?
É aquela ali?  Acolá?
São todas que exprimem
o que de verdade sentes
ou o que quiseras sentir?

Poesia...  ainda me  deixas maluco!  

by Didileite
Direitos Autorais /Registrados na Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Ilustração Imagem Google


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