ARTE DAS LETRAS

sexta-feira, 30 de maio de 2014

POESIA - ALGODÃO DOCE NO CÉU


                  ALGODÃO DOCE NO CÉU
Em bloco elas chegam,
se espalham, cobrem os céus
e encobrem o sol.
Esgarçam-se,  esfumaçam,
umas se vão, caminhando ao sabor
dos ventos, das correntes  aéreas.
Rápidas ou lentas,
brancas como flocos de algodão.
Cinzas, anunciando temporal,
raio e trovão.

As nuvens são águas
que querem imitar os pássaros!
Porque como chuva só têm um movimento,
precipitam-se na vertical.
Se voar é com eles,
deslizar nas altitudes é com elas.

São belas e suaves.
Tantas telas inspiraram!
Lembram algodão doce
do tempo de criança.

Às vezes temos nuvens no coração,
Ou nuvens na alma...
Elas fazem sombra aos sonhos
e não deixam espaço para a visão.
Encobrem males enraizados,
camuflando o real dolorido.
Fecham os caminhos para um outro viver,
não deixando a esperança de um amanhã,
um futuro com projetos de vida,
mesmo que seja esperança vã.
É esperar que brisas as levem,
desanuviando para abrir
caminhos da alma,
do coração.

Direitos Autorais na FBNRJ
Ilustração Imagem Google



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