ARTE DAS LETRAS

quarta-feira, 28 de maio de 2014

MINICONTO - Quanta Delicadeza!


  QUANTA DELICADEZA!

- Mãe, telefone.
- Quem é?
- Não sei, não atendi.
- Poxa! Cláudia, atende aí o telefone, pode ser que seja pra você mesma! Estou com as mãos na massa das empadas. Vê aí, garota!
Claudia atendeu o telefone de má vontade e viu que era engano. Gritou pra mãe:
- Não é ninguém! Era engano!
A mãe ficou com as mãos nas empadas e Cláudia se esparramou no sofá com o celular, jogando um game. O telefone torna a tocar. Cláudia deixa tocar por uns segundos.  A mãe, lá da cozinha, grita:
- Claudia!
A garota levanta xingando e atende o telefone. Era a mesma pessoa. Engano. Desta vez ela grita pra mãe: - Engano!
A cena se repete mais quatro vezes. Cláudia se levanta jurando que vai dizer um palavrão pra aquele cara.
- Alô! Diz berrando e, antes que do outro lado da linha alguém pudesse falar qualquer coisa, a moça disparou:
- Olhe aqui, seu filho de uma égua, já disse que aqui não tem ninguém com esse nome de Ludmila!  Se você, seu idiota, não entendeu eu repito! Agora pare de encher o saco! Se ligar mais pra cá vou te bater com o telefone na cara, imbecil!  Estamos entendidos?!  Bestalhão! Seu cagão!
Do outro lado da linha, a pessoa muito admirada falou:
- Que isso, meu Deus do céu?! Claudia sou eu, o padre da paróquia. Só estou ligando para avisar que a missa de ação de graças pelo seu aniversário será às dezoito horas como sua mãe pediu. Eu fiz uma arrumação nos horários das missas para sair como ela quer.  

                                            FIM

by didileite
Direitos Autorais na FBNRJ
Ilustração Imagem Google

                                                                                                  

Nenhum comentário:

Postar um comentário