ARTE DAS LETRAS

segunda-feira, 31 de março de 2014

CONTOS QUE TE CONTO


BERÊ NÃO VEM MAIS?

                                    ... CONTINUAÇÃO

                                                              (Parte 4)


Berenice trabalhava bastante tomando conta das duas crianças. Terminada a licença maternidade de Jaqueline, ela voltou ao trabalho, e Berê ficava na parte da manhã com os dois meninos. À tarde Bruninho ia para a escola, e ela cuidava de Mateus. Este se afeiçoou de tal forma a Berê, que só aceitava as coisas da mão da moça. Esse apego incomodou à mãe.
Nos finais de semana, era uma choradeira na casa, mas, Jaqueline suportava firme, rezando para chegar logo, segunda-feira e Berê voltar e ficar com os meninos.  Em casa, a moça ajudava a madrinha, cuidava do seu jardim e da sua horta, que agora estavam lindos. Ganhou do porteiro do prédio uma muda de croton, folhagem muito bonita, toda pintadinha de várias cores. Plantou no seu jardim e estava muito viçosa. A moça, agora, tinha  uma cômoda, usada, que sua madrinha ganhou de uma patroa. Ali, ela arrumou suas roupas e pertences. Mandou carta para casa, dando notícias suas, mas ainda não recebera nenhuma resposta. Do dinheiro que ganhava, dava metade à madrinha e guardava o resto. Assim, a moça ia vivendo, mas os estudos,  Berê nunca iniciou. Não havia tempo para mais nada.

  Berenice já estava há quatro anos trabalhando com Jaqueline. Ela gostava das crianças e estas eram agarradíssimas a ela. A empregada da casa, Célia, gostava de Berenice, as duas se davam bem.  Um dia ficou sabendo que a patroa estava grávida novamente.  Faltava pouco para Mateus ir para a escola maternal. Bruno já estava no Jardim da Infância. Jaqueline estava mais irritada, parece que não queria ter engravidado, mas levou o barco adiante. No meio do ano, Jaqueline deu à luz a uma linda menina. Esta recebeu o nome de Maria Luíza. A garotinha era a joia rara do pai, ele a chamava de ¨minha bonequinha¨. A mãe estava meio encantada com a graciosidade da filha. Berenice, logo, se tomou de amores pela menina, como se ela fosse uma florzinha branca e
delicada para cuidar. E Berê cuidou e mais que cuidou, deu muito carinho à Maria Luíza.

                                                       continua ...


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